PATCH CORD – Quais os tipos e sua aplicação na atualidade

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Patch Cord

Conheça neste artigo os principais tipos de patch cords, quais as suas categorias e qual você deve utilizar para ter uma instalação perfeita.

Os patch cords são uma das principais partes de um data center ou de uma estrutura de cabeamento estruturado. Também chamados de patch cables, cordões e algumas vezes conhecidos como “cabos de rede”, mesmo com a popularização da fibra óptica, os patch cords continuam sendo os principais interconectores de rede no mercado.

Este tipo de cabo é responsável por ligar as estações de trabalho, câmeras de segurança, telefones IP, controladoras de acesso e afins aos patch panels, às tomadas de telecomunicação, além de fazer ligação dos switchs para outras entradas e qualquer outra conexão, inclusive transmitindo alimentação elétrica pela tecnologia PoE.

O patch cord é uma unanimidade em sistemas e estruturas de rede. Os cabos de rede podem ser encontrados em ambientes empresariais, comerciais e até mesmo em residências nas instalações convencionais de provedores de internet. Todavia, é importante conhecer as normas que devem ser seguidas para uma instalação adequada:

  • ANSI/TIA/EIA-568 – Iniciou a padronização de cabeamento de
    telecomunicações em edifícios comerciais;
  • ANSI/TIA/EIA-568A – Revisão do padrão de cabeamento de telecomunicações em edifícios comerciais, 1995;
  • ANSI/TIA/EIA-568-A-1 – Especifica o atraso de propagação para os cabos de quatro pares, 100ohms;
  • ANSI/TIA/EIA-568-A-4 – Possui requisitos e métodos para teste de perda de Paradiafonia.
  • ANSI/TIA/EIA-568-A-5 – Orientação de desempenho em transmissões de cabo Cat5e quatro pares 100 ohms.
  • ANSI/TIA/EIA 569B – Define a área ocupada pelos elementos do cabeamento estruturado, as dimensões e taxa de ocupação dos encaminhamentos.
  • TIA – 942 – Define a infraestrutura, a topologia e os elementos para o projeto de um datacenter, relacionado aos campos afins, como o cabeamento estruturado, proteção contra incêndio, segurança, construção civil, requisitos de controle ambiental e de qualidade de energia;
  • ANSI/TIA/EIA 570A –Se aplica aos sistemas de cabeamento e respectivos espaços e caminhos para prédios residenciais multiusuários, bem como casas individuais;
    TIA/EIA TSB67 – Especifica o desempenho de transmissão para teste em sistemas de cabeamento par trançado;
  • TIA/EIA TSB72 – Padroniza do cabeamento centralizado de fibra óptica;
  • TIA/EIA TSB75 – Práticas em cabeamento horizontal, em escritórios abertos;
  • NBR 14565 – Norma brasileira da ABNT baseada na norma americana TIA/EIA 568B;
  • ISO/IEC 11801 – Norma europeia equivalente a TIA/EIA 568B.

Existem vários tipos de patch cables divididos em categorias (Cat) distintas. Cada categoria possui uma divisão lógica diferente, determinada pelos materiais da composição do fio, pelo tipo de conector e pelo padrão de crimpagem dos fios.

Para entender qual cabo deve ser usado no seu projeto, primeiro é importante saber qual a diferença entre os principais tipos de patch cord.

As principais categorias de patch cord

  • Cat 1 e 2: Estas duas categorias de cabos não são mais reconhecidas pela TIA ,mas foram usadas no passado em instalações telefônicas e os cabos de categoria 2 chegaram a ser usados em redes Arcnet de 2.5 megabits e redes Token Ring de 4 megabits.
  • Cat 3: Este foi o primeiro padrão de cabos de par trançado desenvolvido especialmente para uso em redes. O padrão é certificado para sinalização de até 16 MHz, o que permitiu seu uso no padrão 10BASE-T. Existiu ainda um padrão de 100 megabits para cabos de categoria 3, o 100BASE-T4 mas ele é pouco usado e não é suportado por todas as placas de rede.
  • Cat 4: Esta categoria de cabos é certificada para sinalização de até 20 MHz. Eles foram usados em redes Token Ring de 16 megabits e também podiam ser utilizados em redes Ethernet em substituição aos cabos de categoria 3, mas na prática isso é incomum. Assim como as categorias 1 e 2, a categoria 4 não é mais reconhecida pela TIA e os cabos não são mais fabricados.
  • CAT-5: O CAT-5 é um padrão antigo que opera em velocidades de até 100 Mbps (Megabits por segundo). Apesar de antigo e muitas vezes ser considerado “ultrapassado”, este cabeamento ainda é bem comum em ambientes residenciais e em pequenas empresas e comércios;
  • CAT-5e: CAT-5e, ou Cat-5 enhaced (melhorado, em português) é uma evolução do padrão CAT-5. A sua melhoria está no desempenho elétrico, garantindo que o cabo aguente aplicações com mais banda. Apesar de funcionar em bandas de 100 Mbps como o CAT-5, o a versão E pode atingir taxas de transmissão de até 1 Gb/s (Gigabits por segundo). Este é o tipo mais comum de cabos encontrado no mercado, ideal para o uso residencial e empresarial.
  • CAT-6: O CAT-6 é a categoria ideal para conexões de rede Gigabit Ethernet. Esta categoria é capaz de executar uma taxa de 1 Gb/s, porém, em cabos cm menos de 30 metros de comprimento, eles podem operar até 10 Gb/s.

Dentro da categoria 6, existe o CAT-6A, com uma taxa de 10 Gb/s e com uma frequência de transmissão de até 500 MHz. Este tipo de cabo está descrito na normal ANSI/TIA-568-C.2.

  • CAT-7: Este tipo de cabo possui uma alta taxa de transferência e é idealmente usado em cabeamentos 1000BASE-T e 10GBASE-T. Apesar de ser um cabo de altíssima transferência, ele não é reconhecido pela norma TIA.

Os cabos de fibra ótica possuem uma taxa de transmissão muito alta. Eles estão começando a ganhar força no mercado atualmente e já são bastante usados em algumas estruturas cabeadas. Porém, eles exigem muito mais cuidados e uma estrutura mais elaborada.

Qual patch cord utilizar?

Ao entender as especificações descritas sobre cada patch cord é possível entender qual deve ser usado no seu projeto, residência ou empresa. A única coisa a ser levada em consideração é que o tamanho máximo para funcionamento de um patch cord Cat 5 é de 100 metros. Sendo 90 metros para a conexão horizontal e 10 para o patch cord flexível.

A conexão horizontal é a conexão sólida que liga os patch panels às tomadas de pontos de trabalho. A conexão “flexível” é aquela que sai das tomadas para os equipamentos. Ou seja, se você tem uma distância de 90 metros de cabo horizontal, você pode ter um cabo de rede de até 10 metros. Se o cabo horizontal for de 80, o patch cord flexível pode ter até 20, e por aí vai. Porém, no caso do cabo flexível, existe perda de velocidade a partir de 10 metros. Ou seja. Não é recomendado passar desta distância.

Fonte e credibilidade: https://condufibra.com.br/patch-cord-quais-os-tipos-e-sua-aplicacao-na-atualidade/